Desastres

Praias de Alagoas têm mais de duas mil toneladas de óleo retiradas

Petróleo cru, areia e sargaço contaminados estão sendo levados para o CTR do Pilar, onde permanecem isolados para se decompor

05/11/2019 13h36
Por: Rafael Sobral
Fonte: OP9
Divulgação
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Mais de duas mil toneladas de petróleo cru, areia e sargaço contaminados já foram retiradas das praias de Alagoas desde que as primeiras manchas de óleo começaram a surgir no litoral do Nordeste no final de agosto deste ano. De acordo com a atualização do Instituto do Meio Ambiente (IMA) foram retiradas 2.175,27 toneladas do material poluente em praias de 13 cidades atingidas pelo desastre ambiental no estado.

As cidades de Alagoas que já foram atingidas pelas manchas de óleo são: Feliz Deserto, Maceió, Piaçabuçu, Coruripe, Paripueira, Roteiro, Barra de Santo Antônio, Marechal Deodoro, Passo de Camaragibe, Japaratinga, Barra de São Miguel, Maragogi e Porto de Pedras.

Todo óleo está sendo levado para o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR), na cidade do Pilar, Região Metropolitana de Maceió, onde está sendo isolado em um galpão para se decompor.

O IMA informou ainda que as ações de limpeza nas praias continuam. A maior concentração dos trabalhos está nas cidades de Maragogi e Japaratinga no Litoral Norte, e Barra de São Miguel, Coruripe, Feliz Deserto e Piaçabuçu no Litoral Sul de Alagoas.

Além de limpar as praias, equipes técnicas também estão mergulhando no mar na tentativa de localizar mais vestígios do óleo. Houve a identificação de petróleo em ambientes recifais nas cidades de Piaçabuçu e Japaratinga. A contaminação compromete a biodiversidade marinha.

 

Qual a origem do óleo?

 

Na sexta-feira (1º) a Polícia Federal (PF) cumpriu mandados de busca e apreensão na sede da Lachmann Agência Marítima, no Rio de Janeiro, que seria representante do navio Bouboulina – suspeito de derramar ou vazar o óleo que atingiu o litoral nordestino.

A Lachmann afirmou através de nota que não é alvo da investigação da PF, e que foi solicitada para colaborar com as investigações porque em 2016 atuou como prestadora de serviço para a empresa dona do navio suspeito.

A empresa Witt O Brien’s, que mantém relações comerciais com a Lachmann, também é alvo da operação da PF. Em nota, a Witt disse que o navio alvo da investigação ou seu armador “jamais” foi seu cliente no Brasil, e que o país não exige que navios tenham contratos pré-estabelecidos para combate a emergências.

Sem a confirmação ainda da origem do óleo, o trabalho de limpeza das praias que ainda são atingidas pelo material poluente não tem previsão de terminar. Muitas praias são limpas e com a mudança da maré, o petróleo volta a sujar as areias por mais de uma vez.

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