Saúde

Sistema Prisional de AL contabiliza mais de 80 mil atendimentos na área da saúde em 2019

Além de os servidores, reeducandos e familiares também foram contemplados com serviços diversos

01/02/2020 05h31
Por: Rafael Sobral
Fonte: Agência Alagoas
Foto: Jorge Santos
Foto: Jorge Santos

Atendimento odontológico, fisioterapia e psicologia são alguns dos serviços ofertados diariamente para os custodiados do sistema prisional alagoano. A Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris), por meio da Gerência de Saúde, segue trabalhando para garantir o que preconiza o Plano Nacional de Saúde no Sistema Penitenciário, que, somada à Lei de Execução Penal n° 7.210, de 1984, assegura à pessoa privada de liberdade o devido atendimento por profissional especializado. E os números provam o compromisso da gestão prisional com a saúde não apenas do reeducando, mas também do servidor penitenciário. Isso porque, somente em 2019, a Seris contabilizou 88.627 atendimentos.

O resultado é fruto do trabalho desenvolvido por uma equipe multifuncional, composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais, biomédico, fisioterapeuta, dentistas, entre outros técnicos da área de saúde. A campeã foi a turma da enfermagem, com 25.695 atendimentos, seguida da assistência social, que contabilizou 14.461 atendimentos no período. As equipes das áreas de psicologia (11.489 atendimentos) e medicina (8.724 atendimentos) completam a lista, seguido dos exames laboratoriais (4.982), dos atendimentos odontológicos (4.677) e fisioterápicos (3.487), com o Balcão Cidadão – também subordinado à Gerência de Saúde – emitindo 651 documentos civis em 2019.

Outro dado importante é que, segundo o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Alagoas é o 8º estado do país que, proporcionalmente, mais oferta consultas médicas a pessoas privadas de liberdade, com 3,9%, mais que o dobro do índice atingido por estados como o Paraná (1,7%).

A Gerência de Saúde também trabalha por meio de uma busca ativa, que se destina à identificação de enfermidades entre os reeducandos.  O procedimento busca diagnosticar patologias nos apenados e proporcionar o devido tratamento, promovendo o controle e não proliferação de doenças no sistema prisional. Também são feitos testes rápidos, realizados assim que o reeducando chega ao complexo penitenciário, a fim de se detectar doenças como HIV, sífilis e hepatite, além dos procedimentos de constatação de outras patologias, como tuberculose e hanseníase.

“O trabalho da equipe de saúde é essencial. Dispomos de profissionais sempre preocupados em garantir um atendimento digno em todas as unidades, a começar pelas ações preventivas, que buscam evitar a proliferação de doenças no sistema prisional alagoano”, destaca o secretário da Ressocialização e Inclusão Social, coronel PM Marcos Sérgio de Freitas.

Para a gerente de Saúde da Seris, tenente PM Jackeline Leandro, o trabalho desenvolvido no sistema prisional é digno de destaque. “Trabalhamos continuamente para garantir a eficiência dos nossos serviços, inclusive no tratamento de possíveis enfermidades”, reforça a gestora.

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